O ponto de partida
A aquisição da Skala pelo fundo Advent, formando uma das maiores plataformas de cosméticos do Brasil ao lado da Lola, acelerou a pressão por modernização, eficiência operacional e gestão madura por dados. Confiabilidade e velocidade da informação deixaram de ser desejáveis — passaram a ser pré-requisito.
Ficou claro que a TI sozinha não sustentaria a construção de indicadores e análises para toda a companhia. Centralizar tudo em uma área já não cabia no ritmo do negócio.
Plataforma e governança em paralelo
A estratégia começou pela democratização, não pela restrição. A companhia estruturou o Microsoft Fabric como plataforma moderna de dados, em modelo medallion, consolidando informações corporativas em uma arquitetura escalável.
Arquitetura, engenharia e governança ficaram centralizadas. As áreas, por sua vez, ganharam autonomia para consumir dados confiáveis e construir análises específicas para suas operações — sem reproduzir cada solicitação como um ticket para TI.
Construção em ondas
A evolução aconteceu em ondas operacionais, sem tentar resolver tudo de uma vez.
A primeira onda foi de modernização da plataforma: Microsoft Fabric em pé, modelo medallion estruturado e a arquitetura corporativa consolidada como fundação.
A segunda foi de engenharia e democratização dos principais domínios — vendas no Brasil, vendas internacionais e financeiro entraram primeiro, com áreas e key users construindo análises departamentais sobre dados confiáveis.
A terceira veio como consequência da adoção: à medida que a quantidade de pessoas usando a plataforma e de análises criadas pelas áreas crescia, governança e organização foram ampliadas para garantir saúde, rastreabilidade e evolução sustentável do ambiente.
Democratização em escala
Mais de 100 usuários ativos em +30 departamentos passaram a consumir dados corporativos com indicadores oficiais, fonte única de verdade e autonomia para construir suas próprias análises sob governança. O esforço manual de geração de relatórios caiu de forma significativa.
A TI deixou de operar como fábrica de relatórios. O foco passou a ser arquitetura, governança e aceleração da capacidade analítica da companhia — e não mais o atendimento de demanda a demanda.
Com a plataforma e a governança consolidadas, a Skala iniciou a expansão da estratégia de IA conectada aos dados corporativos com governança e segurança — ampliando ainda mais a autonomia das áreas e a velocidade da operação. É o próximo passo de uma democratização que já é real.




